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Usina de Arte finaliza cursos com apresentação do experimento cênico Embiricica

por Katiussi Melo | publicado 30 de agosto de 2019 | última modificação 30 de agosto de 2019

No primeiro semestre deste ano, dando continuidade ao programa de formação artística, a Fundação Elias Mansour (FEM) abriu turmas de cursos de formação inicial de teatro, música e artes visuais. A atividade teve início em junho e se encerra no dia 31 de agosto com a apresentação do experimento cênico Embiricica. O currículo dessas turmas  trouxe a proposta da integração das linguagens resultando na montagem desse espetáculo, que traz uma dramaturgia criada nas narrativas de cordel e em simbologias presentes na cultura acreana.

O figurino e o cenário foram concebidos esteticamente com as xilogravuras criadas durante o curso de Artes Visuais e a paisagem sonora foi criada pelos alunos da turma de música a partir de ritmos com instrumentos musicais percussivos produzidos com materiais reutilizáveis.

Percebendo a necessidade de realizar um trabalho mais sensorial, capaz de conectar os alunos com a natureza, os professores buscaram aproximá-los das raízes e memórias culturais de seus pais e avós, que foram crianças num tempo em que as brincadeiras aconteciam nos quintais, nos rios, nas ruas, nas árvores. O que bem pouco hoje acontece, mesmo nestas terras amazônicas.

Ensaio do experimento cênico Foto: Hannah Lydia

Para chegar a esta conexão foi preciso trocar o espaço convencional do teatro e suas paredes por um cenário natural, aberto, levando as turmas para o entorno do pequeno lago rodeado de árvores, existente no terreno da Usina. O uso desse espaço também proporcionou a aproximação de funcionários, que diariamente puderam vivenciar, como público, o processo de montagem desde o princípio.

Lucas Matheus, funcionário de apoio na instituição, relata que há uma variedades de movimentos e formas de atuar que são muito peculiares, formas de olhar, dançar, correr, gritar, vestimentas e falas. “Embora eu não tenha um olhar técnico, pude observar a dedicação e ótima atuação referente ao primeiro curso dos alunos. Eles mergulham na interpretação, buscando passar ao máximo para o público aquilo que aborda o tema. E o efeito sonoro utilizado pelos músicos trouxe ainda mais emoção em relação à peça”, comentou Lucas Matheus.

A ideia foi conectar os alunos com a natureza, e aproximá-los das raízes e memórias culturais de seus pais Foto: Hannah Lydia

Este curso possibilitou um diálogo entre diversas linguagens artísticas e uniu valores significativos para a construção da cidadania ao associar arte, meio ambiente e educação. Foram três meses de curso, tempo em que os alunos aprenderam, criaram, encenaram e trocaram experiências que levarão ao logo de suas vidas como sementes plantadas.

Alunos de teatro na realização de ensaio cênico Foto: Hannah Lydia

O professor de música, Daniel Albuquerque, destaca que o trabalho desenvolvido pela turma é levar para a comunidade um novo olhar a respeito de materiais que são desperdiçados, mas que podem ser reciclados e assim utilizados na confecção de instrumentos musicais e muitos outras obras.

“A ideia é levar o aluno a pensar e criar, tornamos o papelão em uma fonte de produção musical, desenvolvendo juntos ideias interessantes, utilizamos também a pele de boi, que até então não tínhamos utilizado,” comentou Daniel Albuquerque.

Construção de instrumentos musicais com papelão Foto: Hannah Lydia

Uma das atividades desenvolvidas durante o curso foi a xilogravura, que é uma técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre o papel ou outro suporte adequado. A xilogravura chegou ao  Brasil através da colonização portuguesa. Durante muito tempo, a xilo foi  utilizada no Brasil para a confecção dos primeiros rótulos de cachaça, sabonetes e doces. No curso, diversas gravuras foram produzidas pelos alunos, fizeram várias figuras de animais, objetos, personagens e elementos da presentes na cultura acreana.

“Todas as atividades desenvolvidas no curso de xilogravura foram para ilustrar a literatura de cordel. Utilizamos tinta tipográfica e rolinho de borracha para a impressão. Toda a experiência na utilização desses materiais foram importantes para o resultado final,” frisou Rosilene Nobre, professora de Artes Visuais.

Diversas gravuras foram produzidas pelos alunos do curso de xilogravura Foto: Hannah Lydia

Para a coordenadora da Usina de Arte, Simone Pessoa, é importante desenvolver os projetos artísticos integrados, porque “o diálogo entre as diferentes linguagens amplia o olhar do aluno para o aprendizado por meio da troca de experiências, além de levá-los a perceber que os processos criativos, nas artes, não acontecem de forma fragmentada,” destacou.

O experimento cênico Embiricica acontecerá nos dias 31 de agosto e 07 de setembro, na Usina de Arte João Donato, às 18h30, com entrada totalmente gratuita e classificação livre.


Fonte: Agência de Noticias do Acre

Exposição fragmentos encerra nesta quinta-feira no Memorial dos Autonomistas

por Katiussi Melo | publicado 29 de agosto de 2019 | última modificação 29 de agosto de 2019

Com a mostra de todos os trabalhos e temas já realizados em exposições anteriores, os quadros incorporam telas com paisagens que retratam a Amazônia, dança, música e arte abstrata Foto: Neto Lucena

A exposição ‘Fragmentos’, do artista plástico Darci Sales, está disponível para visitação no Memorial dos Autonomistas, de segunda a sexta-feira, de 8 às 18 horas, até o dia 30 de agosto. Ao todo são 22 obras de vários segmentos e temas variados. O evento conta com o apoio do Estado por meio da Fundação Elias Mansour.


O objetivo da exposição é oferecer ao público um diferenciado acervo de obras. Com mostra de todos os trabalhos e temas já realizados em exposições anteriores, os quadros incorporam telas com paisagens que retratam a Amazônia, dança, música  e arte abstrata.


Darci Seles, natural de Cáceres/MT, reside no Acre desde 1996. Artista autodidata, iniciou seus desenhos ainda criança no fogão a lenha, local em que sua mãe preparava as refeições diárias. Aos dezessete anos veio da zona rural para a capital do Acre, Rio Branco, data em que realizou sua primeira exposição individual e, desde então, faz pesquisas pessoais, descobrindo novas roupagens para antigas técnicas.


O artista já expôs suas obras no Estado do Acre, Rio Grande do Sul, Brasília, São Paulo, Manaus, Rondônia e no exterior: Peru, Áustria, Tailândia e China, levando seu estilo próprio de fazer arte, buscando sempre aprimorar seus conhecimentos e técnicas.


“A ideia da exposição Fragmentos foi mostrar um pouco de cada obra, de exposições anteriores, com obras que abordam temáticas variadas, buscando desenvolver um olhar crítico e sensível, além do desenvolvimento do gosto pela arte, explorando as possibilidades de expressão e interpretação da diversidade cultural como uma forma de ver, viver e conviver com a arte”, frisou Darci Sales.

FEM recebe representantes da Federação das Academias de Letras e Artes do Acre

por georgenaylor | publicado | última modificação 29 de agosto de 2019

O presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Manoel Pedro, recebeu em seu gabinete o presidente da Federação das Academias de Letras do Estado do Acre, Mauro Modesto e a vice-presidente, Edir Marques. Na ocasião, eles conversaram sobre  momentos importantes da cultura, além da produção artística e literária no estado do Acre.

O encontro fortalece o movimento cultural do Acre para que as pessoas que produzem arte e literatura consigam expor o seu trabalho artístico e a sua poesia como um instrumento essencial para a sociedade.

Mauro Modesto é natural de Sena Madureira, no Acre. Economista, jornalista e poeta. Presidiu a Academia Acreana de Letras e a Academia dos Poetas Acreanos, tendo fundado academias em diversos municípios nos vales do Acre e Purus. É membro de diversas academias de poesia e letras no Brasil, tendo recebido cerca de 70 honrarias no Brasil, França, Portugal, Argentina e Uruguai. É autor de 12 livros publicados, destacando-se “Saudades Tuas e Saudades Minhas”.

Já Edir Figueira Marques é mineira, tendo recebido título de cidadã acreana, professora aposentada da Universidade Federal do Acre e mestre em educação pela Universidade Federal Fluminense. É autora do livro Educação Básica no Acre – Imposição Política ou Pressão Social? Membro efetivo da Academia Acreana de Letras e membro Honorário da Academia dos Poetas Acreanos.

Para o presidente da Fundação Elias Mansour, Manoel Pedro, encontros como esse têm sido promovidos para uma melhor dinâmica para o trabalho da atual gestão, que tem como objetivo  atender democraticamente o movimento cultural que envolve a arte, literatura e outros.

“Esse momento é de diálogo, estamos atentos e abertos para dialogar com todos os movimentos e assim fomentar, fortalecer e desenvolver o melhor trabalho possível”, frisou Manoel Pedro.